

Crime: Comunismo
José Gutman, aos 21 anos, fotografado e fichado pela Delegacia Especial de Segurança Política e Social da capital - DEOPS/RJ, em 1936.
Na sua ficha o crime é identificado como "comunismo" o que o levou à condenação de 8 anos de prisão.
A narrativa biográfica de José Gutman está no Livro 2 de À Esquerda das Forças Armadas brasileiras.
(Fonte das imagens: Reprodução – Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro)

Perda das patentes militares
Documento do prontuário da Polícia Política e Social do Distrito Federal sobre José Gutman e Anthero de Almeida atestando a perda de suas patentes militares em 1936, anexado ao Auto de Qualificação com interrogatório.

Cartas interceptadas na prisão pela polícia
Relatório da polícia sobre carta de José Gutman enviada a um colega militar que foi interceptada na prisão, o que agravou a sua pena.
Fonte: Arquivo do Estado do Rio de Janeiro

Prisão de Olga e Prestes
Olga Benário e Luis Carlos Prestes fichados no Levante de 35.
A narrativa biográfica de José Gutman conta sobre a saída da prisão de Olga para ser deportada para um campo de concentração na Alemanha nazista, onde teria sua filha, Anita Prestes, e seria assassinada. Leia no Livro 2 de À esquerda das Forças Armadas brasileiras.
Fonte da imagem: MONTEIRO, A.; FARIA, F. G. (orgs.) Imagens da Centenária História de Lutas do Partido Comunista do Brasil (1922-2022). São Paulo: Fund. Mauricio Grabois/Ed. Anita Garibaldi, 2021,(1935-1945, Imagem 15, Iconographia), p. 86. Disponível em: Imagens da Centenária História de Lutas do Partido Comunista do Brasil (1922-2022) by FMG2022 - Issuu.


Penas agravadas e vigilância fora da prisão
Documentos do DOPS - RJ mostram que José Gutman teve sua pena agravada novamente por auxiliar Prestes em tentativa de fuga, de acordo com a polícia, e foi vigiado permanentemente mesmo depois de sua libertação.
Fonte: Arquivo do Estado do Rio de Janeiro.

Vigilância fora da prisão desde a ditadura do Estado Novo até o regime militar
(dos anos de 1930 até a década de 1970)
José Gutman passou sua juventude na prisão, transitando por diversos presídios por quase uma década.
Foi libertado em 1943, depois de cumprir sua pena, quando esta foto foi feita pela polícia, constando do seu prontuário, atualizado por espiões por quatro décadas, mesmo em períodos de governos democráticos.
As informações produzidas e arquivadas serviram de base para perseguições, apreensão dos livros que vendia, incriminações para abrir inquérito e convocar para depor. Leia sua narrativa biográfica no Livro 2 de À esquerda das Forças Armadas brasileiras.
Fonte: (Reprodução) Arquivo do Estado do Rio de Janeiro.

1937 - Integralistas tentam derrubar o governo
Desfile integralista no Rio de Janeiro, em 1937. Milhares de pessoas participaram ou foram simpatizantes do Partido Integralista, defensor de ideias de inspiração nazifascistas. Esse grupo político tentou derrubar o governo de Getúlio Vargas e foi reprimido, com perseguições e prisões. José Gutman narrou acerca da oposição da Aliança Nacional Libertadora aos integralistas e como, depois de conviverem na prisão, fez amigos entre eles. Leia sua narrativa biográfica no Livro 2 de À esquerda das Forças Armadas brasileiras.
Fontes: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro; Um fascista na Câmara - Apartes Digital